Archive for the ‘Blog’ Category

Game Review: Dragon Age - Origins

Friday, February 12th, 2010

Quando falamos de Bioware, para os mais antigos, lembramos do incrivel game que marcou época chamado Baldur’s Gate. É impossivel para a geração de gamers da década de 90 esquecer de títulos como Baldur’s Gate e Fallout. E dentre as demais Ice Wind Dale. Bioware, é nos dias de hoje o que sobrou da Black Isle, uma equipe altamente competente, que nos traz jogos de caracteristicas únicas. Para os novatos, Bioware marca presença com Mass Effect, Never Winter Nights e The Witcher.

Em homenagem aos jogadores mais conceituais, surge Dragon Age: Origins, que marca a volta de um game extremamente fiel ao querido Baldur’s Gate, com suas infinitas quests, cidades, personagens e uma historia de cair o queixo.

Neste review, passarei uma breve ideia do que é jogar e sentir Dragon Age. O classico esta de votla em formato moderno!

Como sempre, existem dificuldades para a aceitação de games complexos como Dragon Age: Origins. Muitos desafios surgiram perante ao novo publico e ao novo mercado. Além da jogabilidade um tanto diferente (que é chama de pre-casting action system) o game possui como caracteristica muito diálogo durante todo o percurso do game, e é impossivel negar que, em alguns momentos, nos deixa “transpirando” de raiva. Devido a estes problemas foi preciso pensar em algo que adaptasse o título a nova tendencia dos jogos de RPG. Afinal, o publico esta acostumado a jogar MMORPG, um game muito mais rápido e objetivo em sua jogabilidade. Quando digo velocidade, estou referenciando como o jogo se desenvolve quando você esta em combate. Pois muitos MMORPG, por estrutura são longos, com sistemas que lembram os de Dragon Age.

O que faremos?!

Muito foi discutido sobre o game ter muitos dialogos, e o grande problema é que sua história perde um tanto da essência sem estas passagem, que por sua vez, tornam o enredo do game fiel ao RPG de mesa (baseando-se no mundo Forgotten Healms). Para melhorar isto fizeram dialogos mais breves, com variações de respostas de acordo com o comportamento escolhido na criação de seu personagem (assim como no BG e Mass Effect), surgindo uma gama maior de alternativas para escolher.

Grandes Qualidades nos Requisitos :

Talvez seja um dos games mais leves que eu ja joguei. Quando uma empresa informa as especificações “basicas” recomendadas, muitas vezes os requerimentos estão incorretos e isso acaba gerando aborrecimento no jogador. Neste posso dizer que roda de maneira confortavel, a partir das configurações descritas abaixo:

- Athlon 4200+ x2 2,4GHz
- 2GB DDR2 800MHz Kingston
- NVIDIA GeForce 6800XT XFX 256MB\256bits
- Windows XP Professional SP2
- Resoluções : 1024 x 768 | Sem filtros | Tudo no médio

Segue fotos e um video com seu gameplay. Aprecie!

Citadel

Citadel2

 

Ogre1

 

 OgreDead

 WareWolf

WareWolf2

Bear

Bear

PerspectivaAlto

 Combat

Para fechar este review, minha analise do game foi totalmente positiva. BIOWARE esta conseguindo aos poucos pegar um mercado massificado, podendo alimentar jovens com uma concepção um tanto diferente de “o que é um game de RPG” em contraste direto com a antiga definição presente em seus sucessos anteriores.

…por Pedro Dobbin
Game reviewer,
Estudante de Game Design e Produção Multimidia

[Blog] G.Skill Falcon SSD 128GB

Friday, January 22nd, 2010

Hoje é dia de mais uma blogada do Gizmo. O foco? SSD. What? Hein? Cuma?

Bom, SSD é o acrônimo (ou melhor, sigla né… vamos facilitar) para Solid State Drive.  Basicamente, hoje o SSD é o substituto para o disco rígido (bom, pelo menos  para aqueles que querem altíssimo desempenho). As principais diferenças são que:

- o SSD não tem partes móveis, pois é feito basicamente de um PCB (Printed Circuit Board, ou Placa de Circuito Impresso) que tem vários chips (controladora e memórias flash) integrados. Os chips de memória NAND Flash é que são responsáveis pelo armazenamento dos dados. Abaixo a foto de um Sandisk SATA 5000 de 2,5″.

Clique para ampliar

- o Disco Rígido, por outro lado, tem um prato que fica girando (normalmente a 7.200rpm nos modelos para o segmento desktop) e um conjunto de braços (onde ficam as cabeças de leitura/escrita) que realizam bastantes movimentos. O prato é o responsável por armazenar os dados. Claro, existem também o PCB com a controladora e memória (normalmente o buffer) integrados. Abaixo a foto de um Hitachi Travelstar 7K320 (2,5″) e logo depois a de um Hitachi DeskStar 7K2000 (de 3,5″).

Clique para ampliar

Clique para ampliar

De início já podemos perceber uma coisa: sem partes móveis, então o SSD tem uma resistência a impactos (bem) maior que o Disco Rígido, maior resistência à vibração e redução considerável das chances de problemas mecânicos. Isso é um belo ponto positivo. O segundo ponto positivo? Sem partes móveis, o ruído é zero. Isso mesmo, o ruído produzido pelo Disco Rígido sumiu no SSD.

Terceiro ponto positivo? Se você não tem que ficar girando um prato e movimentar os braços, e sim apenas energizar “chips” (os utilizados são bastante eficientes), teoricamente o consumo é menor, certo? Bom, para os SSDs bem projetados o consumo é inferior em comparação com Discos Rígidos de 3,5″. Contra os de 2,5″, o SSD apresenta uma pequena vantagem, mas depende de caso a caso para justificar se o SSD realmente vai trazer ganhos visíveis na bateria do seu notebook.

Até agora estamos indo muito bem, não?

Quarto ponto positivo? Consumo menor, sem partes móveis e principalmente, com chips que normalmente dissipam baixo nível de calor… o SSD esquenta muito pouco em relação ao Disco Rígido. Mais outra? O formato padrão dos SSD: 2,5″. Este é o formato dos discos rígidos de notebook, ou seja, o usuário de um notebook pode trocar o seu Disco Rígido por um SSD sem problemas. Já um usuário de desktop terá que encontrar um adaptador de 2,5″ para 3,5″ para instalar o SSD, ou claro, como o SSD é muito leve em relação a um Disco Rígido de 3,5″ (padrão nos desktops), pode “grudá-lo” no gabinete.

Lembre-se que apesar do padrão do SSD ser de 2,5″, isso não quer dizer que não tenhamos soluções de 3,5″ no mercado, assim como modelos que são como uma placa de expansão (apesar de serem rara, pois são voltados para mercados como o corporativo).

Vamos entrar em um ponto negativo agora. As memórias flash utilizadas no SSD para armazenar os dados, em comparação com o prato do Disco Rígido, no final (o produto como um todo) custam mais caro por GB. Por isso, o SSD atualmente oferece não só uma capacidade total menor, como também custa (muito mais) caro. Com o desenvolvimento da tecnologia “SSD” (o menor custo dos chips e o aumento de sua capacidade de armazenamento sem o aumento do espaço físico ocupado) o preço tende a cair (como já aconteceu se formos analisar um ano atrás).

Agora, depois dessa básica introdução ao SSD, vamos ao ponto principal: o SSD em mãos.

O modelo que Gizmo tem em mãos é o Falcon da fabricante G.Skill, com 128GB de capacidade de armazenamento (Part Number GM-25S2S-128GBF1).

Clique para ampliar

Ele chegou com o firmware 1370 e antes dos testes eu tive a oportunidade de atualizar para a versão 1571. Infelizmente, para atualizar este modelo, é necessário utilizar um jumper (o único acessório), uma idéia não das melhores pois alguns concorrentes oferecem a atualização de firmware sem o uso de jumpers (ou seja, sem “intervenção” física no drive). Além disso,  os pinos (veja em detalhe, na foto abaixo) que recebem o jumper ficam em uma posição muito recuada, o que irá requerer uma pinça ou alicate pequeno.

Clique para ampliar

Para atualizar o firmware no Falcon, é necessário ter um disco rígido com Windows  XP / Vista / 7 (preferência para 32bits) para rodar o programa, que é bem fácil de utilizar e relativamente rápido para fazer a atualização. A desvantagem na atualização é que ela “zera” o drive, ou seja, é bom fazer um backup dos seus dados antes.

Segundo a G.Skill, a vantagem na utilização do jumper é que se durante o processo algum problema ocorrer, o usuário pode novamente tentar a atualização até que ela seja bem sucedida (além de também permitir que o SSD possa receber o firmware de outros fabricantes (que utilizam a mesma controladora do Falcon)). Mas A G.Skill tinha que colocar um micro jumper no kit de acessórios? Putz, até com um mini alicate foi difícil realizar a tarefa. :(

O Firmware

Esta parte de firmware (em português: um software contido em um chip que contém instruções do que deve ser feito pelo “hardware”) é importante atualmente. Até nos Discos Rígidos o firmware é importante, mas devido ao nível de desenvolvimento da tecnologia que já temos hoje em dia, é raro um fabricante liberar um novo firmware que irá melhorar o desempenho do Disco Rígido ou corrigir problemas (alou Seagate… :P ). Como o SSD é relativamente novo nesta área, a atualização de firmware é fundamental para corrigir possíveis problemas, suportar novas tecnologias e principalmente, elevar o desempenho. E de firmware em firmware, o SSD (dependendo do fabricante, é claro) está ficando melhor a cada dia.

Clique para ampliar

A G.Skill informa que este Falcon de 128GB utiliza chips MLC, tem um buffer de 64MB (SDRAM / 166MHz / CL3), suporta a tecnologia NCQ, tem interface SATA 3Gb/s, tempo de acesso < 0,2ms e oferece taxa de leitura/escrita sequencial de 230/190MB/s. Valores muito bons, certo? Mas SSD não é só isso.

Clique para ampliar

MLC?

Atualmente há dois tipos de chips de memória NAND Flash que um SSD pode utilizar: SLC (Single Level Cell) ou MLC (Multi Level Cell). Qual a diferença? Bem resumido: o SLC oferece maior desempenho e tem maior durabilidade (mas é caro), enquanto que o MLC consegue armazenar mais dados e é mais barato.

A durabilidade contabiliza um ponto importante (principalmente para servidores), que é o tempo de vida útil: um chip MLC pode ser utilizado (escrito / apagado) até 10.000 vezes (em teoria, na média) antes de padecer, enquanto que o SLC pode ser utilizado (em teoria, na média) até 100.000 vezes.

Por este motivo (vida útil do chip) o fabricante do SSD utiliza alguns artifícios como: utilizar todas as “páginas” ou “blocos” de cada chip uma vez antes de começar a reutilizar os mesmo pela segunda vez. Se você, por exemplo, apagou um dado, o SSD  normalmente não irá utilizar aquele espaço, e sim uma “página” ou “bloco” que ainda não foi utilizado ou foi menos utilizado. No disco rígido não há problemas em utilizar o mesmo lugar  (setor) diversas vezes e deixar os outros sem uso.

Voltando ao Falcon: você viu o tempo de acesso? Este é um dos pontos mais fortes do SSD. Lembre-se que os 9ms comuns de um disco rígido de 7.200rpm são na verdade, 45x maior do que os 0,2ms anunciados pro Falcon. E olha que estamos falando de valores teóricos, fornecidos pelos fabricantes. Na realidade a diferença é ainda maior.

Desfragmentação, não!

O baixíssimo tempo de acesso e o fato da controladora do SSD conseguir acessar qualquer dado em qualquer um dos chips com a mesma velocidade (as diferenças normalmente são muito pequenas), faz da conhecida técnica de Desfragmentar um disco uma coisa do passado. Além disso, desfragmentar o SSD também faz uso desnecessário dos chips (escrever e apagar páginas e blocos), pois a sua vida útil é mais limitada que a de um prato do disco rígido. Por isso, lembre-se: não desfragmente um SSD.

Clique para ampliar

Página e blocos?

Isso mesmo. Vamos dar uma breve passada nesta parte. A arquitetura das memórias NAND Flash utilizadas nos SSD é a seguinte: um grupo de células forma uma página, que é a menor parte que pode ser lida ou escrita. O padrão (normalmente) é que a página tenha 4KB.

Um grupo de páginas forma um bloco. O padrão (normalmente) é que o bloco tenha 512KB, ou seja, são necessárias 128 páginas. O bloco é a menor parte que pode ser apagada.

Página e Bloco

Há outros níveis de agrupamento (conjunto de blocos = um plano…) até chegarmos ao chip de memória NAND Flash por completo, mas não é tão importante passar por todos eles agora.

Mas, você notou a pegadinha acima? A menor parte que você lê ou escreve é uma página, mas a menor parte que você consegue apagar é um bloco. Segure este ponto importante pois é o foco do problema com os SSD que iremos ver mais à frente.

Partindo para a melhor hora: o SSD “rodando”

Para testar o SSD eu escolhi o Windows 7 Ultimate 64bits em um sistema com processador Intel Core i7 920, placa mãe com chipset Intel X58 + ICH10R, 6GB de memória DDR3 @ 1.600MHz (8-8-8-24) e uma placa de vídeo com GPU NVIDIA GeForce GTX 260.

Para contrastar o que o SSD oferece, no caso, o G.Skill Falcon, eu coloquei o Samsung Spinpoint F1 HD753LJ (nem velho, nem o mais novo, mas tem bom desempenho para um modelo de 7.200rpm) e o disco rígido mais rápido para os desktops: o Western Digital VelociRaptor WD30000HLFS (10.000rpm).

De início já dá pra notar a grande diferença: falta de vibração ou ruído. Ao ligar o sistema com o SSD, o único modo de saber que o SSD estava funcionando era o mesmo ser reconhecido pelo bios e o led (que indica acesso ao drive) acender várias vezes.

O Windows carrega mais rápido, assim como é muito veloz a abertura de múltiplos programas, buscas (seja de e-mail ou documentos), abrir pasta com milhares de arquivos, alternar entre programas e até carregar alguns games ou o tempo entre fases. Resumindo? Se depender apenas do SSD (deixando processador, memória, placa de vídeo, etc de lado), a coisa muda muito de figura com relação a um Disco Rígido.

Aqui vai o que um amigo do Gizmo tem a dizer sobre o que ele achou do G.Skill Falcon quando substituiu o seu relativo novo disco rígido de 2,5″ e 5.400rpm em seu notebook (um ótimo exemplo, visto que em notebooks a diferença do disco rígido para o SSD é muito grande em termos de desempenho):

- Menor tempo pra abrir programas que dependem muito do disco;
- Menor tempo de carregamento dos aplicativos após login no windows;
- Menor tempo de inicialização do Windows após o post (caiu pra 1/3 mais ou menos);
- Quase instantânea busca de emails no Outlook (em uma caixa com mais de 5GB de conteúdo com milhares de e-mails).

Bom, vamos partir para alguns testes com programas agora.

Benchmarks

Começando com o HD Tach v3.0: em termos de Burst Speed (algo como a maior velocidade que um arquivo pode ser transferido, seja para o buffer ou dele para o sistema), os discos rígidos não ficam mal na fita, mas honestamente, este é o tipo de informação (para marketeiro) que não mostra a realidade, visto que é raro o disco rígido realmente transferir dados continuamente a toda esta velocidade, e quando o faz, é por um brevíssimo período de tempo ou utilizando o buffer (que não é tão grande assim em termos de capacidade).

HD Tach v3

Agora, quando olhamos o Random Access (basicamente o tempo que o drive demora para acessar um dado qualquer), a figura muda. E a diferença é grande: o VelociRaptor é quase 50% menos lento que o SpinPoint (ou seja, aumentar a velocidade de rotação do disco rígido é benéfico neste ponto), enquanto que o Falcon é 70x menos lento que o VelociRaptor. Esse é um dos pontos que mostra a superioridade do SSD frente os discos rígidos.

Partindo para Average Read (leiura média de dados que é calculada normalmente entre o ponto mais rápido até o mais lento do drive), o Falcon mantém a liderança com uma belíssima diferença, enquanto o VelociRaptor mantém uma boa (relativa) diferença para o SpinPoint. Um dos problemas aqui é que o disco rígido oferece bom desempenho quando os dados estão na parte mais externa do prato (a circunferência é maior, ou seja, a cabeça de leitura / escrita pode acessar mais dados em cada rotação), mas quando os dados estão no meio ou na parte mais interna do prato (circunferência menor), o desempenho chega a ser sofrível. Em um gráfico do SSD, a linha de desempenho é normalmente constante do início ao fim, enquanto a do disco rígido começa elevada e vai caindo… caindo… caindo…

HD Tach v3.0

Apenas para curiosos está acima a comparação do CPU Utilization (o quanto do processador central o drive consome durante suas tarefas). Podemos ver que mesmo sendo mais fominha, o Falcon ainda assim não necessita de tanta ajuda do processador.

Partindo para o HD Tune Pro v3.5. O primeiro gráfico abaixo mostra o Transfer Rate  (Taxa de transferência de dados) em termos de leitura. Minimum normalmente indica a parte mais interna do prato (do disco rígido), enquanto que Maximum normalmente indica a parte mais externa (do disco rígido). No SSD você basicamente sai de um ponto A (inicial) até um ponto B (final). Average é a média atingida durante o teste (ou seja, saindo da parte externa até a parte interna do prato).

Pode-se ver que o VelociRaptor tem uma bela vantagem sobre o SpinPoint F1 em todas as três medidas, mas nada se compara à vantagem do Falcon. Outro detalhe interessante é que o Falcon mantém o valor Minimum bem elevado e que o valor Average é quase o mesmo do valor Maximum. Aqui repete-se a história com o HD Tach: a linha do gráfico do teste do Falcon é basicamente horizontal, enquanto que a dos discos rígidos a linha do gráfico vai decaindo com o passar do teste.

HD Tune Pro v3.5

Novamente podemos ver a superioridade absoluta do SSD em termos de Access Time, e como pelo menos na prova do Burst Rate o disco rígido (apenas o  VelociRaptor aqui) continua se sobressaindo.

HD Tune Pro v3.5

Diferente do HD Tach, no HD Tune todos os drives tiveram o mesmo nível de uso do processador central, ou seja, o maior desempenho do SSD realmente não “custa” mais recursos do sistema.

Agora vamos para um dos benchmarks mais famosos, o Futuremark PCMark Vantage v1.0.0.0906a. Comecemos pelo final, ou seja, a pontuação total: já dá pra ver que o VelociRaptor é melhor do que o SpinPoint e que o Falcon com certeza é “melhorzinho” ( :P ) que todos.

PCMark Vantage v1.0.0.0906a

Durante todos os testes, é possível ver que o Falcon se sobressai (e muito) com relação ao VelociRaptor, que por sua vez mantém uma certa vantagem frente ao SpinPoint. Na sequência uma pequena descrição de cada teste:

HDD1: Mede o desempenho do drive ao fazer a análise/busca do Windows Defender no Windows Vista Ultimate.

HDD2: Mede o desempenho consistente da transferência de dados a partir do drive no game Alan Wake.

PCMark Vantage v1.0.0.0906a

HDD3: Mede o desempenho do drive durante a importação de uma grande coleção de fotos para o Windows Photo Gallery.

HDD4: Mede o desempenho do drive ao inicializar (start up) o Windows Vista Ultimate.

PCMark Vantage v1.0.0.0906a

HDD5: Mede o desempenho do drive em tarefas simultâneas de edição de vídeo utilizando o Windows Movie Maker: A) leitura de vídeo e “pular”; e B) escrita de vídeo.

HDD6: Mede o desempenho do drive em tarefas simultâneas de Media Center: A) reprodução de vídeo SDTV, B) fluxo de vídeo SDTV para Extensor para Windows Media Center, e C) gravação de vídeo SDTV.

HDD7: Mede o desempenho do drive ao adicionar música no Windows Media Player 11.

PCMark Vantage v1.0.0.0906a

HDD8: Mede o desempenho do drive ao carregar os seguintes aplicativos: Microsoft Word 2007, Adobe Photoshop CS2, Internet Explorer 7 Web Browser e Outlook 2007.

Agora é a vez do Everest Ultimate v5.02.1819 Beta. O primeiro gráfico é similar ao do HD Tune, só que Begin = parte externa do prato (do disco rígido), Middle = parte mediana e End = parte mais externa. Curiosamente o Falcon mostrou um fôlego impressionante em todos as partes do teste. Talvez um bug com o Everest?  Possível, mas o desempenho não é tão diferente assim dos outros benchmarks, e sim o fato de o valor ser sempre o mesmo.

O VelociRaptor como sempre, manteve a sua superioridade frente ao SpinPoint F1, mas está longe de ameaçar o Falcon.

 Everest Ultimate v5.02.1819 Beta

Em termos de Random Read (leitura aleatória de dados), podemos ver que o Falcon novamente despacha a concorrência, enquanto o VelociRaptor está sempre, pelo menos, dando tchau tchau pro SpinPoint F1.

Everest Ultimate v5.02.1819 Beta

Confirmando o que já foi visto nos outros benchs, em termos de Average Access, o Falcon não perdoa. O VelociRaptor pelo menos se contenta com o segundo lugar.

Um breve pulo no  SiSoftware Sandra 2009 SP4 v15.124 agora. O Drive Index é uma representação do desempenho geral do drive (com volume Windows montado), baseado na média de testes de  leitura, escrita e busca, tamanho de arquivo e cache. Novidades? Não… Falcon milhas a frente, seguido por VelociRaptor e no final da trilha o SpinPoint F1.

 SiSoftware Sandra 2009 SP4 v15.124

Interessante no teste do Access Time é que pela primeira vez um benchmark mostrou o Falcon com um tempo menor do que 1ms. Nada demais por aqui, é a mesma novela de sempre com Falcon detonando, VelociRaptor na batalha e SpinPoint a lá lesma.

O Sandra também testa a transferência de dados (em termos de leitura), assim como o Everest. Apenas dois dados foram disponibilizados no comparativo abaixo para demonstrar o menor desempenho (Minimum Speed) e o maior (Maximum Speed). Alguém duvidava que o Falcon não ia estar lá na frente, olhando para trás com um telebinóculos tentado ver o VelociRaptor, que está com um binóculos olhando para o SpinPoint F1?

SiSoftware Sandra 2009 SP4 v15.124

Menos conhecido do público em geral, mas ainda assim um bom benchmark: PassMark PerformanceTest v7.00 (1007). No primeiro conjunto de testes, temos:

- Sequential Read (leitura sequencial de dados), onde o VelociRaptor chega mais perto do Falcon, e ambos deixam o SpinPoint F1 mais na poeira do que nunca.

- Sequential Write (escrita sequencial de dados), onde o Falcon mantém uma maior distância do VelociRaptor, que mantém também uma distância do SpinPoint F1.

- Random Seek + RW (busca aleatória + leitura e escrita), onde apesar do VelociRaptor ser quaser 2x melhor do que o SpinPoint F1, ainda assim não é nem de perto bom o bastante para ameaçar o Falcon.

Acima temos a pontuação total dos testes, mais para resumir o fringir dos ovos. Abaixo temos alguns testes mais específicos oferecidos pelo PassMark PeformanceTest. Entenda que não foram colocados todos os dados, visto que SpinPoint F1 e Falcon não são otimizados para trabalhar fora do ambiente desktop e porque não estamos fazendo uma análise tão profunda.

Os valores foram classificados de modo que fique fácil o entendimento:
- Vermelho = pior valor;
- Preto = valor mediano;
- Azul = o melhor valor.

Em termos de partes dos testes temos:

- MB Written = quantos MB foram escritos;
- MB Read = quantos MB foram lidos;
- MB/s = cálculo da média de MB lidos ou escritos em função do tempo do teste;
- Time = tempo do teste;
- CPU Load = carga no processador central.

Na tabela abaixo temos o teste FILE SERVER. Interessante notar que houve uma considerável diferença em termos de CPU LOAD entre os concorrentes. Talvez seja a natureza do teste ou podemos também destacar que a maior carga que o Falcon coloca no processador seja por causa do maior desempenho ou por drivers/firmware não tão otimizados como os para discos rígidos.

De resto, o que vamos ver nesta tabela e nas outras é a repetição da novela: Falcon com desempenho excelente e VelociRaptor mostrando que é bem superior ao SpinPoint F1.

PassMark PerformanceTest v7.00 (1007)

A tabela abaixo demonstra os testes WEB SERVER

PassMark PerformanceTest v7.00 (1007)

A tabela abaixo demonstra os testes WORKSTATION. Interessante aqui é o VelociRaptor ter exigido menos do processador que o SpinPoint F1, apesar de quê a diferença é muito pequena e está dentro da faixa de erro do benchmark.

PassMark PerformanceTest v7.00 (1007)

Por final, a tabela abaixo demonstra o teste DATABASE. Como continuamos a notar, o Falcon impõe uma diferença espetacular.

PassMark PerformanceTest v7.00 (1007)

Dois pontos agora sobre o Windows 7 Ultimate 64bits. Em primeiro lugar, o tempo de boot gasto pelo sistema operacional em si (fora o POST da placa mãe, visto que foi o mesmo para todos). O VelociRaptor demorou 6s a menos que o SpinPoint, enquanto que o Falcon retirou outros 6s em cima do VelociRaptor. Entenda que o sistema operacional apenas tinha o básico depois de instalado (como os drivers). Com o passar do tempo (e cada vez mais programas inicializando), a diferença aumenta consideravelmente.

Já o Experience Index mostra um fato interessante: a nota atribuída ao VelociRaptor é a mesma atribuída ao SpinPoint. Estranho, mas fazer o quê, Gizmo testou várias vezes para ver se era algum problema de configuração. Pelo visto, nem sempre o Experience Index é tão confiável assim. O Falcon por outro lado, disparou na frente.

Outro pouco conhecido benchmark, mas muito importante pelas informações que oferece: o Crystal Mark v2.2. Nele temos:

- READ - Sequential (leitura sequencial de dados): Mini série agora… Falcon disparado, VelociRaptor pedalando para ficar na frente do SpinPoint F1.

- READ - 512 (leitura de dados com 512Bytes): Nova reviravolta: Falcon continua anos luz à frente, mas o SpinPoint F1 finalmente tirou a prata do VelociRaptor.

- READ - 4KB (leitura de dados com 4KB): O calcanhar de aquiles dos discos rígidos. VelociRaptor e SpinPoint F1 ficam na lama enquanto que o Falcon continua na sua lancha.

- WRITE - Sequential (escrita sequencial de dados): Um pouco mais equilibrado, mas mantendo a tradição: Falcon, VelociRaptor e SpinPoin F1.

- WRITE - 512 (escrita de dados com 512Bytes): Outra reviravolta, desta vez com o SpinPoint F1 dizendo: VelociRaptor, cadê você… ( :p )… enquanto isso o Falcon assiste lá de cima.

- WRITE - 4KB (escrita de dados com 4KB): outro calcanhar de aquiles dos discos rígido, sendo que SpinPoint F1 consegue ficar par a par com o VelociRaptor. Falcon como sempre… lá na frente.

Bom, se você ficou um pouco entediado nesta seção de benchmark, não era pra ser diferente: como ficar falando de modo diferente a mesma coisa? Na maioria dos testes o Falcon sai na frente, (ou lááááá na frente)… seguido por VelociRaptor… com o SpinPoint F1 na lanterna (apesar de quê ele pôde tirar onda com o VelociRaptor pelo menos uma vez).

Degradação

O grande problema com o SSD é que com o tempo, ele pode oferecer um desempenho reduzido (se compararmos com ele novo). Por quê isso acontece?

Hoje, se você tem um disco rígido ou um SSD, ao utilizar um sistema operacional como o Windows, ao apagar um arquivo (mesmo que seja da lixeira), o que vai acontecer é que o sistema operacional apaga aquele arquivo de sua tabela de alocação de arquivos, mas fisicamente o disco rígido ou o SSD nada faz. O dado ainda continua lá no drive (por isso é fácil recuperar um dado que foi apagado - se o sistema nada escreveu de novo naquele local).

O disco rígido não tem muitos problemas, afinal, se ele for escrever um novo dado em um mesmo local onde existe fisicamente outro dado (mas não no Windows, pois você apagou este dado), a cabeça de leitura / escrita “apenas polariza” novamente aquele setor. Já no SSD o procedimento é diferente e mais demorado.

Vamos utilizar o exemplo visual abaixo, que Gizmo vai chamar de “um bloco do SSD” (com apenas 3 páginas, pra facilitar). Lembre-se, é apenas para melhor visualização do que será falado agora. :)

Bom, acima temos o bloco do SSD. Digamos que “você” salvou três arquivos diferentes, cada um ocupando uma página. Digamos que a letra Z é um texto, temos também um logotipo e uma figura. Vixi, o seu bloco está cheio agora.

Agora você decidiu apagar estes três arquivos. O sistema operacional vai lá e apaga eles de sua tabela de alocação.

Mas aquele bloco, visto pelo sistema operacional como “vazio”, está na verdade com dados. O SSD não apagou fisicamente estes dados.

Aqui já começa um pequenino problema de degradação de desempenho. Quando o SSD for escrever dados novamente neste bloco, ele não irá apenas escrever novos dados. O SSD terá que apagar o bloco para depois escrever os dados. Mesmo que o tempo a mais gasto (apagar o bloco) seja muito pequeno, ainda assim há uma perda de desempenho (mesmo que o usuário não a perceba).

Vamos para a parte mais problemática agora. Voltamos ao bloco do SSD cheio.

Você decide apagar o texto (Z) e o logotipo que tinha. Neste bloco, apenas a figura restou.

Como é possível ver, duas páginas tem dados fisicamente (mas estão vazias segundo o sistema operacional). Então digamos que você quer agora escrever novos arquivos e o SSD vai utilizar este bloco. O que fazer? Afinal, você pode escrever uma página, mas para apagar, tem que apagar o bloco como um todo no mínimo.

O SSD, neste caso, irá copiar a figura para outro local (outra página de outro bloco ou, a melhor opção, o buffer do próprio SSD - o quadradinho azul logo abaixo). Depois de mover a figura, o SSD vai apagar todo o bloco.

Pronto, abaixo você pode ver que o SSD já moveu a figura para o buffer e apagou o bloco.

Com o bloco “novo em folha”, o SSD vai mover a figura do buffer para uma página, assim como escrever novos dados nas outras páginas. No exemplo abaixo, temos agora a figura, um novo arquivo de texto e uma página em branco que está pronta para uso.

Em resumo, o SSD não apenas escreveu um dado. O SSD teve que: mover o conteúdo de uma página para o buffer, apagar o bloco como um todo, mover novamente a figura do buffer para uma página e finalmente escrever os novos dados.

Agora dá pra ver que, com o tempo, o seu SSD vai ficar um pouco mais lento para fazer o seu trabalho (apesar de, mesmo assim, continuar (normalmente) mais rápido que um disco rígido).

O que é possível fazer então para resolver ou reduzir ao máximo este “problema”?

Comando TRIM

Com o comando TRIM, presente no Windows 7 (Beta, RC, RTM e que poderá receber melhorias futuramente), o sistema operacional pergunta ao drive de armazenamento qual a sua velocidade de rotação. Se o drive responder que é zero, o sistema operacional verá que está trabalhando com um SSD e habilitará o comando TRIM (ao mesmo tempo que desabilita algumas funcionalidades, como a Desfragmentação).

Agora, ao apagar um dado no Windows, o Windows enviará um comando para o SSD e a controladora do SSD irá naquele momento apagar o dado fisicamente.

Com isso, ao precisar escrever algum dado, o SSD não precisará fazer a lenga-lenga de apagar-escrever ou mover-apagar-mover-escrever, pois ele já fez isso anteriormente.

O resultado? Ganha-se desempenho (ou melhor, deixa-se de perder desempenho depois de algum tempo de uso do SSD), pois o SSD está apenas escrevendo um dado, ao invés de ter que também executar operações como apagar e mover.

Um pegadinha no comando TRIM é que não somente o sistema operacional têm que oferecer suporte, mas o SSD também tem que suportar o comando TRIM (boa nova é que uma atualização de firmware pode resolver esta pegadinha).

Conclusão

Verdade seja dita, hoje temos processadores e placas de vídeo com elevadíssimo poder de processamento, memórias DDR3 que também não ficam a dever em termos de velocidade (e capacidade), assim como algumas interfaces bem rápidas… mas o Disco Rígido não consegue acompanhá-los, consegue? Então, você quer a verdade? O SSD é hoje um dos upgrades mais desejados em uma máquina em termos de desempenho, principalmente se você estiver se referindo a um notebook.

Clique para ampliar

Depois do desempenho, que é o foco principal, seguem as outras vantagens de um SSD como o silêncio, menor consumo (se compararmos principalmente com um disco rígido de 3,5″), menor dissipação de calor (muito importante em alguns notebooks), maior resistência à vibração e impactos e menor chance de problemas mecânicos em relação a um Disco Rígido.

É um item caro atualmente? Sim, o SSD é, mas infelizmente é assim que o mundo da tecnologia capitalista gira e o que podemos fazer é esperar que o avanço do SSD continue com as quedas de preço / aumento do desempenho / capacidade que foram vistos entre 2008 e 2009. Neste ponto, 2010 / 2011 será muito interessante.

Clique para ampliar

Nos dias de hoje, quem utiliza o SSD em um desktop normalmente o coloca como o primeiro drive,  para o sistema operacional e programas de maior uso (e faz uma grande diferença), deixando o Disco Rígido atuando como o segundo drive, para armazenamento (visto a sua capacidade de até 2TB atualmente por unidade).

Claro que o SSD tem desvantagens como a degradação de velocidade com o tempo, mas se o seu SSD suporta o comando TRIM e você utiliza o Windows 7, não é preciso se preocupar tanto assim. Sem contar que alguns firmwares oferecem  tecnologias para aumentar a vida útil do drive e são capazes de fazer uma melhor organização das páginas e blocos ocupados para otimizar o desempenho (ou reduzir ao máximo a chance de degradação com o tempo de uso). Outro detalhe é que para um usuário doméstico, o SSD tende a durar muitos anos (visto que este usuário não grava muitos GB de dados todo dia, como um servidor).

Outro ponto interessante é que o SSD permitiu a entrada de vários fabricantes no segmento de armazenamento. A Seagate é o maior fabricante de Disco Rígido, mas não tem tanto tempo assim que lançou a sua linha de SSDs, conhecida como Pulsar (que somente está disponível para OEMs neste momento). A Western Digital que é a segunda  no mercado de disco rígido tem apenas uma tímida quantidade de SSDs disponíveis ao consumidor (só pra falar que tem). A Intel é uma das forças neste segmento e seus SSDs oferecem alto desempenho (principalmente em escrita aleatória de arquivos pequenos), seja nas versões para desktop ou para servidor.  A Kingston é uma das poucas que vende drives Intel sob sua marca. Outros fabricantes como Corsair e OCZ oferecem diferentes linhas de produtos, algumas focadas nas controladoras da Samsung (segunda geração) enquanto outras ficam com a Indilinx (Barefoot), um belo destaque atualmente.

Clique para ampliar

Claro, existem mais fabricantes no segmento de SSDs como: Super Talent, G.Skill, Transcend e Patriot (dentre outros), sem contar que além das controladoras Samsung e Indilinx, há também os da JMicron (que devido à má fama inicial, colocou o produto fora de destaque) e algumas novidades interessantes mostradas no início deste ano na CES 2010, como as controladoras da Marvell e da SandForce.

No final das contas, Gizmo ficou triste por ter que devolver o G.Skill Falcon de 128GB. Com certeza é um prazer ter um SSD como este em “meu” sistema. Quem teve a chance de utilizar por uns dias um SSD, com certeza percebe uma grande diferença depois de deixá-lo e ter voltar para o Disco Rígido.

Aliás, se você tem um G.Skill Falcon como o mostrado, fique ligado que já existe um firmware mais novo, versão 1819, que habilita o suporte para o comando Trim no Windows 7. O que faltou no Falcon para brilhar mesmo é um melhor suporte do fabricante, seja por email ou em um fórum mais organizado (acredite, Gizmo testou ambos), assim como um jumper “cabeçudo”, para facilitar a operação de update de firmware. :)

Pra finalizar, um interessante vídeo mostrando o que muitos SSD e boa criatividade podem fazer (e muito dinheiro também né…) :)

Até a próxima…

Game Review : Left 4 Dead 2

Saturday, December 19th, 2009

Left 4 Dead 2

A franquia Left 4 Dead é, para os que curtem jogos co-op, não é somente mais um game, pois faz a diferença no mercado e isto é notável desde seu primeiro título. A história desta franquia contem erros e acertos. Veja abaixo o porque.

Assim como tudo na vida que nos proporciona prazer, o amor e o ódio estão ligados em nossos sentidos . Em tudo aquilo que  gostamos corremos o risco da decepção. Por exemplo, ir ao cinema assistir um filme adaptado daquele bom livro que você leu e descobrir um péssimo filme pseudo hollywoodiano, ver o timão ir para as finais de um campeonato, fazer 2 x 0 no placar e nos últimos 10 minutos levar um 3 x 2. Com a Valve não é diferente.

Neste review das primeiras impressões do L4D2 deixarei aqui bem clara a minha opinião deste jogo tão esperado, e ao mesmo tempo, evitado por muitos de sesus fãs. Jogo que simplesmente “blow my mind” em todos os termos.

Valve & Steam Under Fire!

Left 4 Dead 2 Boycott

Left 4 Dead 2 estava entre um dos jogos mais esperados do ano e ao mesmo tempo rejeitado por outros tantos. Fãs de Left 4 Dead criaram varios fóruns de manifestação, chamando a atenção dos tablóides eletrônicos mais famosos do mundo, como Fileshack e IGN.

A indignação dos jogadores assíduos de Left 4 Dead era referente ao curto periodo de rotação do jogo no mundo, julgando este mais novo título da franquia como uma maneira precipitada de se tentar produzir algo novo. Entre as tantas exigências eram armas novas, mais campanhas single player e uma garantia de suporte em updates e inovações para o primeiro título da franquia por mais alguns anos. Chegou a surgir até mesmo um forum dentro da propria Steam com o nome “Left 4 Dead 2 Boycote”.

Além de toda esta confusão, a Valve sofreu com atrasos na estréia do tão esperado “demo earlie release”, do qual as pessoas que compraram o game antecipadamente teriam o dirieto de jogar no dia 27 de Outubro o demo inédito. O game demorou quase 48 horas a mais para ser lançado. E o que mais revoltou as pessoas era o fato de que jogadores do Xbox360 já estavam jogando felizes e sorridentes. Infelizmente o público em massa não entende muito que jogos para PC são mais complicados de serem lançados devido aos fatores de programação, e esse publico sabe se unir, fazendo uma grande corrente de criticas.

E foi então que às 23:00h, o game finalmente foi habilitado em meu Steam.

Left 4 Dead 2

Left 4 Dead 2, mesmo sendo um jogo extremamente requintado, foi fabricado pela mesma boa e velha engine Source (fique pasmo!), fabricante da maioria dos títulos da Valve. O game não mostra somente gráficos, e sim quesitos que fazem um game ser realmente bom: jogabilidade sólida, fator diversão intenso e fator desafio elaborado e cativante. No jogo, presenciamos um cenário mais complexo que muitas vezes pode deixar o players encuralado por decisões precipitadas. Desde STALKER que não vejo um fator desafio tão bem elaborado, dando varias probabilidades de estratégias.

Resumindo, aqui vai os pontos que você deve levar em consideração para este titulo:

Jogabilidade: Tão boa quanto o primeiro título, com alguns requintes nas reações dos controles, mas nada que mereça grande destaque.

Clique para ampliar

Clique para ampliar

Graficos: É impressionando o que a Source Engine e seus engenheiros conseguiram fazer com este game. É difícil de acreditr que este game tenha sido feito pela mesma engine que  originou os jogos da Valve desde o Half Life 2 (2005). Mas quando jogamos, ficamos chocados com este fato. Efeitos de luz por toda parte, motion blur, post effect e um dos MTU’s (mecanismo para gerar texturas de pele) mais bem lapidados que ja conheci.

Clique para ampliar

Clique para ampliar

Aspectos: Personagens muito bem elaborados, cenarios altamente envolventes e ambiente tenso deixando o game cada vez mais sufocante. Zumbis altamente detalhados com uma maior variedade do que o primeiro titulo, alguns deles com reações diferentes, como os palhaços e os zumbis do pântano. Gore melhorado, dilaçerando mais detalhadamentecada membro do inimigo. Infecteds muito bem fabricados, ou seja, bem definidas as qualidades e pontos fracos.

Clique para ampliar

Clique para ampliar

Som: Amigo, não queira jogar este game com o X-Fi ligado. Sem mais. Som altamente definido até mesmo com drive de som onboard, lhe proporcionando reações diferentes para as situações de maior tensão como se deparar com uma Witch no meio do caminho.

Itens e Acessórios: Agora você pode carregar armas brancas (melee), podendo optar ao invés da pistola como secundaria por um facão, frigideira ou até mesmo uma guitarra (acredite, quando me deparei com uma acordei a casa dando risadas).

Clique para ampliar

Clique para ampliar

Versus Mode: Uma nova onda de Infecteds, com habilidades criativas sem excluir nossos queridos Hunter, Smoker, Tank e Boomer.

Clique para ampliar

Clique para ampliar

Não é querendo “babar ovo” mas eu gostaria realmente de mostrar alguns pontos técnicos errados, falhas, bugs ou qualquer outra coisa que me impedisse de dar nota 10 a este fantastico game. É simples imaginar: pegue o primeiro título, agora insira mais dinheiro, apoio e boa reputação para a equipe. Pronto, surge a besta!

…por Pedro Dobbin
Game reviewer,
Estudante de Game Design e Produção Multimidia.

[Blog] Dell Studio Hybrid 140G

Friday, March 13th, 2009

Olá visitante. Já adianto: desta vez, a blogada é gigante. Nela, você vai conhecer não somente o Studio Hybrid da Dell, mas também como foi o processo de compra, a entrega, uso, o suporte oferecido e uma pequena customização. Uma coisa eu te garanto: vale a pena ler tudo e você pode se surpreender em ver como o trato ao cliente Dell fica a desejar.

 

Introdução

O Studio Hybrid, fabricado e vendido pela Dell, é um computador desktop que utiliza componentes destinados aos notebooks (pelo menos para a parte do “gabinete”). Com este conceito, o resultado final é um sistema compacto, belo e com baixo consumo de energia. Claro, o ponto negativo neste caso é o custo, bem mais elevado que o de computadores desktop com gabinetes torre, como o Dell Inspiron 530, e até de alguns notebooks (afinal, o Studio Hybrid tem “estilo” e isso tem um custo).

Clique para ampliar

Em termos de upgrade o Hybrid não é um desastre: memória e disco rígido são os itens mais visados e mais fáceis (incluindo aí a placa de rede sem fio), mas outros componentes também podem ser alterados (como o processador e o drive óptico). Mas, novamente, o custo é mais elevado que o do desktop padrão.

 

A Compra

Quando fui fazer o pedido deste produto, vi que no site da Dell o Studio Hybrid estava disponível em três pacotes, com preços diferentes e até os upgrades disponíveis chegam a variar de versão para versão. Partindo do modelo mais básico (melhor escolha depois de muito pesquisar), não tive outra opção além do Windows Vista Home Premium ou Ultimate. Escolhi o Ultimate para poder ter direito ao downgrade para o Windows XP Professional.

Partindo para as opções de cores externas, dentre as 6 opções (que o usuário pode alterar no futuro comprando uma capa com cor diferente), há uma sétima que é o acabamento em Bambu e custava R$233 adicionais (escolhida).

Clique para ampliar

Na seção de memória está um dos itens mais inacreditáveis em termos de custo abusivo e um dos motivos pelo qual o cliente deve pesquisar muito antes de fazer qualquer upgrade em um Dell na hora da compra pelo site ou por telefone.

Poucos dias depois de eu ter feito o pedido (com 2GB, originais), pesquisei novamente e vi que a Dell oferecia o modelo básico com 3GB (2GB + 1GB) instalados e a opção de upgrade para 4GB (2GB + 2GB). Para fazer este upgrade, a Dell estava cobrando R$1.360,00. Isso mesmo: Hum mil, trezentos e sessenta reais por 1GB de memória RAM.

Dell e o absurdo custo do Upgrade de memória RAM

Para se ter uma idéia do abuso, a Dell dos EUA cobrava na mesma época $35 neste upgrade e um kit de DDR2 667MHz de 4GB (2 x 2GB) custava menos de R$ 350,00 na WAZ.

Em termos de processador, pude escolher um Intel Celeron Dual-Core T1400, um Pentium Dual-Core T2390 ou um Core 2 Duo T5850 (2,16GHz / 667MHz / 2MB - escolhido) O modelo de Core 2 Duo mais top oferecido no Studio Hybrid (T8300 - 2,4GHz / 800MHz / 3MB) não estava disponível na versão mais barata.

Em termos de disco rígido temos o básico de 250GB e o upgrade para um de 320GB (que nao me interessava), ambos de 5.400rpm. O drive óptico, um gravador de CD e DVD (minha escolha), pode ser trocado por um drive que é também capaz de ler mídias Blu-ray.

O Studio Hybrid básico não tem monitor incluso e a Dell estava oferecendo duas opções de LCD de 19″ (mas eu preferi comprar um Samsung 943BWX, muito mais barato e com melhor conjunto do que os oferecidos pela Dell). Um teclado (em português) e um mouse (óptico com dois botões e scroll vertical) fazem parte do pacote assim como uma plaquinha de rede sem fio Dell 1505 (Draft N). A rede integrada é uma reles Ethernet 10/100.

Em alguns raras ocasiões, o usuário pode conseguir um bom negócio, como o pacote de aplicativos Office 2007 da Microsoft, versão Home and Student, que estava por R$154,00 (aproveitei essa).

Promoção do Office 2007 na Dell

O usuário pode ainda incluir pacotes de instalação do Studio Hybrid (até parece que Gizmo precisa né), elevar o tempo de garantia (nem…) e até escolher uma garantia adicional contra derramamento de líquido, quedas e colisões (sem o contrato na mão, não confiei no que o atendente garantia).

Nos finalmentes, é uma notícia ruim saber que a Dell do Brasil não oferece dezenas de opções para o Studio Hybrid que a Dell dos Estados Unidos oferecia como: duas opções de acabamento (couro preto ou couro marrom) (veja tópico “Conclusão”), acabamentos opcionais (para o usuário trocar no futuro), processadores Core 2 Duo até o modelo T9500 (2,6GHz / 800MHz / 6MB), rede Gigabit integrada (veja tópico “Em Ação”), vários kits de teclados e mouse, receptores de tv e controle remoto, mais opções de caixas de som e outros itens (como pacotes de músicas, softwares diversos e filmes).

Além disso, a Dell EUA oferece, em diversos componentes e acessórios, a opção de não adquirí-los, coisa que a Dell do Brasil fica devendo e deveria começar a aplicar imediatamente até no sistema operacional (sinto muito, mas Windows Vista não cola). O custo dos upgrades é outro item que a Dell do Brasil deve rever. Mais de mil reais por 1GB de memória RAM é o cúmulo. É chamar um cliente de otário.

Mais uma falha grosseira? Não divulgar os termos (por completo) de suas garantias oferecidas e as especificações técnicas do computador e dos componentes adicionais (upgrades), além de fotos (é dose não poder ver como é um equipamento adicional). E tudo isso antes da compra.

Os termos da Dell para a compra são ridículos e na minha opinião, lesam o consumidor:

“Preços e condições serão válidos desde que não haja mudança, até a data de emissão da nota fiscal (e quando é feita a emissão Dell? Não dava pra informar?), da carga tributária, de preços de insumos, da cotação PTAX/BACEN do dólar norte-americano da data de conclusão do pedido, superior a 3% para insumos importados, ou outros fatores fora do controle da Dell.”

“Em até 3 dias úteis contados do recebimento do pedido de compra on-line pela Dell, o cliente receberá um e-mail confirmando as condições de seu pedido. A Dell se reserva o direito de rever/corrigir o preço e as demais condições do negócio, comunicando ao cliente essa retificação”. Peraí: eu faço o pedido e a Dell ainda demora 3 dias para confirmar se o preço vai subir ou não? Conta outra.

Para finalizar essa parte de Compras, é patético e inaceitável o tempo de entrega de um Studio Hybrid comprado na Dell do Brasil. Ao fazer o pedido, no email de confirmação o usuário verá (lá embaixo) o seguinte texto: “O PRAZO médio de ENTREGA para produtos Dell de fabricação nacional será de 10 (dez) dias úteis, e para produtos Dell importados de 25 (vinte e cinco) dias úteis.”

Veja abaixo: um pedido feito no dia 13/11 tem data estimada de remessa para o dia 27/11 e a entrega estimada para dia 3 a 8 de dezembro. Praticamente um mês para receber um computador.

“Tu tá me zuando, Dell?”

Clique para ampliar Dados de identificação do cliente e do pedido foram apagados.

02/12 (Manhã): Hoje fui olhar novamente se o Studio Hybrid já tinha sido despachado, e nada mudou. Então liguei pra Dell e fui informado que “devido a um problema na rebimboca da parafuseta do coxim esquerdo da roda do barco que trazia os componentes do computador”, o meu pedido que ia sair dia 27/11, sairá hoje da Dell.

02/12 (Noite): Recebi uma ligação da Dell informando que, “devido às adversidades metereológicas (tava fazendo muito sol), a fábrica da Dell que fica no nordeste foi alagada” e por isso meu pedido sairá da fábrica no dia 05 (sexta-feira) chegando em até três dias em minha casa.

04/12 (Manhã): Um e-mail da Dell chegou até minha caixa de entrada. O meu pedido foi enviado ontem, dia 03/12 (Aêêêêê… Viva… Milagre…). Que rodeação é essa hein.

Clique para ampliar

Dose é o tempo de entrega previsto: 6 a 9 dias. Será que a Dell conhece um sistema chamado Sedex? (Veja mais detalhes aqui, Dell). Dai-me esta opção…

Resumo: o site da Dell demora demais para atualizar informações sobre o seu pedido e a Dell não se importa muito em informar o cliente corretamente sobre possíveis atrasos. Se tiver atrasos, o problema é do cliente e pronto. Será que a Dell vai ficar feliz quando eu começar a atrasar os pagamentos? Acho que ela não vai se importar, não é?

06/12 (Manhã): Hoje, às 8:45 eu recebi um telefonema da Transportadora Americana informando que a entrega do meu pedido junto à Dell será feita dia 09. Detalhe: dia 06/12 é sábado. Será que esse pessoal não se manca em ligar mais tarde um pouco para um cliente? Putz, tava dormindo né…

10/12 (Manhã): Não chegou ontem como previsto, mas pelo menos chegou hoje de manhã (pouco depois das 9hs).

 

Recebendo, Conferindo o Conteúdo e o Studio Hybrid

Finalmente a transportadora chegou com o Studio Hybrid ao meu esconderijo. Duas caixas, uma pequena e uma mediana trazendo todo o meu pedido junto com a nota fiscal (por sinal, uma grande nota fiscal, pelo menos fisicamente).

Clique para ampliar Clique para ampliar

A caixa pequena se refere aos alto falantes (um sistema estéreo - 2.0). Na cor preta, há uma conexão USB (para energia) e o conector de 3,5mm para ligar ao Hybrid. No topo há um botão giratório que liga a caixa e controla o volume. Cada caixa tem um driver na parte central, sendo que a principal tem mais acima do driver uma iluminação branca (que indica que o sistema está ligado).

Clique para ampliar Clique para ampliar

A caixa mediana contém o básico que vem em todo Studio Hybrid (como o Hybrid, teclado, mouse e os acessórios). O teclado me agradou bastante por ter um perfil relativamente baixo (em comparação com algumas aberrações com elevada altura e teclas gigantes que a Dell já fez). Com interface USB e layout em português, teclas extras no topo complementam o diferencial. O mouse não é dos mais belos, mas é o básico que funciona e tem ergonomia para destros e canhotos. Tem também sensor óptico, dois botões + botão do scroll (vertical) e interface USB.

Clique para ampliar Clique para ampliar

No kit de acessórios temos: um adaptador de energia (entrada bivolt automática e com cinta para prender o cabo) e seu cabo (com dois pinos por sinal), a base do Hybrid (que permite instalação vertical e horizontal), um clipe para prender os cabos e um cabo de energia (três pinos, parece ser para o monitor mas eu não pedi um).

Clique para ampliar Clique para ampliar

Em termos de papel e mídia temos: um guia de informações de garantia e suporte, um guia de informações de segurança, meio ambiente e normalização, o manual do usuário e as mídias: Dell Drivers and Utilities (DVD), Dell Application (CD), Roxio Creator DE 10.2, Dell System Recovery (caso o usuário precise instalar o sistema operacional novamente - DVD) e como um opcional que pedi, a mídia do Office 2007 com o selo COA.

Clique para ampliar Clique para ampliar

Agora sim, vamos dar uma olhada no Dell Studio Hybrid 140G. São mais ou menos 2kg distribuídos por 21,15cm profundidade, 7,15cm de largura e 19,65cm de altura (22,4cm com a base). O acabamento de bamboo é uma beleza, mas se o usuário quiser, pode retirá-lo e manter o visual na cor cinza.

Clique para ampliar Clique para ampliar

Aliás, retirando a capa de bambu é possível ver o selo COA do Windows. Uma pena a Dell do Brasil não vender as capas opcionais, assim como faz a Dell dos EUA. Lembre-se que o logo da Dell na lateral do Hybrid tem iluminação branca (quando o sistema está ligado, mas não é visível com a capa de bambu). Como a base é “duas em uma”, o usuário pode instalar o Hybrid na vertical ou horizontal.

Clique para ampliar Clique para ampliar

No frontal do Hybrid 140G temos a abertura vertical do lado esquerdo por onde trafega a mídia, afinal, o gravador é do tipo slot load (não tem bandeja). Na região central ficam o botão de liga / desliga no topo com led integrado, o led de acesso ao disco rígido, o led para ejetar (que só acende e fica disponível se tiver uma mídia no drive e indica o local do painel que é sensível - ao invés de ter um botão) e o logo HYBRID.

Clique para ampliar Clique para ampliar

Ao instalar o Hybrid na posição horizontal, os dois últimos leds “giram” para facilitar a leitura pelo usuário.

Clique para ampliar Clique para ampliar

No lado direito, temos primeiro o leitor de cartões e seu único slot (compatível com SD, SDHC, MMC, Memory Stick, Memory Stick PRO e xD-Picture (tipos M e H), duas portas USB 2.0 e uma saída para fone de ouvido (conector de 3,5mm).

Clique para ampliar Clique para ampliar

Partindo para a parte de trás temos o seguinte: uma ventoinha de 5cm com um botão de conectividade (para sincronizar um teclado e mouse sem fio), conector de energia, RJ-45 (rede onboard), HDMI (v1.2) e DVI-I (vídeo onboard), três portas USB e uma Firewire (mini)ao lado, saída S/PDIF óptica, duas conexões de 3,5mm do áudio onboard (saída de áudio e microfone), o suporte para um trava do tipo Kensington e a etiqueta de identificação.

Clique para ampliar Clique para ampliar

O conector do adaptador de energia, que vai ligado ao Hybrid, tem um anel com iluminação azul que indica se realmente energia está sendo suprida. Coisa básica, muito bem implementada e de valia.

Clique para ampliar

 

O Studio Hybrid 140G em ação

Para iniciar minha experiência, montei o Studio Hybrid em um cantinho de minha mesa e já fui ligando. Menos de 10 minutos depois e monitor, teclado, mouse, caixinhas de som e o Hybrid já estavam prontos para a largada. Como o Hybrid apenas tem três portas USB no painel traseiro, o usuário terá apenas as duas portas frontais à disposição, visto que teclado, mouse e caixas de som utilizam esta interface.

A iluminação do painel frontal é normal, bem diferente de alguns gabinetes com leds de alta luminosidade. Menos de 2 minutos e a tela do Windows Vista já aparece, pedindo é claro, o nome do usuário, oferecendo opção para ajustar dia e hora e concordar com os contratos da Microsoft e da Dell. Logo após este processo, o Windows dá início ao procedimento de “Verificar o Desempenho do Computador”.

Não se preocupe: alguns minutos e tudo está pronto para a tela inicial (logon). Feito o logon, o sistema Prepara a área de trabalho. Mais uns 3 minutos e aparece agora um contrato do software da Dell. Um novo equipamento foi encontrado e precisa de driver, mas pelo visto é só o monitor. Menos de 6 minutos depois o sistema já está com o desktop carregado e pronto para trabalhar pela primeira vez (até que enfim a luzinha do disco rígido começou a ficar mais tempo apagada do que ligada).

E agora? Deixe-me conferir a pontuação do Windows Vista Ultimate SP1: 3,5… sendo 5,1 para o processador, 4,7 para a memória, 3,5 para elementos gráficos e gráficos de jogos e 5,1 para o disco rígido. Não é nenhuma novidade a parte gráfica ser fraca, vide a GPU utilizada (Intel GMA X3100). Aliás, lendo o manual (sim, Gizmo é do tipo que lê o manual dos produtos - e o do Hybrid é relativamente bem escrito) vi que não é possível utilizar dois monitores ao mesmo tempo com o Hybrid e que se conectar ambas interfaces (DVI e HDMI), a DVI tem prioridade e o monitor com a conexão HDMI ficará a ver navios. Este é um ponto negativo. Segundo a Intel, o GMA X3100 utiliza a tecnologia DVMT 4.0 (Dynamic Video Memory Technology), onde pode alocar até 384MB da memória RAM para o vídeo integrado.

Clique para ampliar Clique para ampliar

Agora vou verificar o desktop para ver o que o a Dell vai “xuxando” no computador, tirando o Office 2007 que eu escolhi. Temos os seguintes programas:

- Google Desktop;
- Dell Dock, com atalhos para vários programas e suporte da Dell;
- McAfee Security Suite (que contém os módulos Privacy Service, Anti-Spam, Personall Firewall, VirusScan e Security Center).

Analisando o Painel de Controle, parte de Programas e Recursos vejo que temos também:

- EDocs;
- GoToAssist;
- MediaDirect;
- MediaButtons;
- Java 6 Update 7;
- Roxio Creator DE;
- Dell Support Center;
- Adobe Flash Player ActiveX;
- Browser Address Error Redirector da Dell;

Nem tudo de ruim, boa parte faz parte do kit básico da Dell, mas seria bom a Dell avisar antes de eu fazer o pedido o que vem instalado do que eu ter que descobrir utilizando e procurando. Outro detalhe importante: o disco rígido está particionado em dois, sendo a partição D: reconhecida como Recovery, com 9,83GB ocupados do total de 14,9GB.

Boa notícia foi que ao verificar as especificações técnicas (próximo tópico), percebi que a rede Ethernet 10/100 prometida pela Dell pelo visto recebeu um upgrade para Gigabit. Dell, Dell, Dell, vamos acertar as especificações no seu site?

Vamos para a parte de atualização. McAfee foi o primeiro e logo depois foi o Windows. De atualizações importantes foram 23, totalizando 54,2MB. Depois foram mais 3 (opcionais), 6 dos extras do Ultimate e as mais de 30 opções de idioma eu deixei para nunca (heheheh).

Rodei um vídeo básico em alta definição (1.920 x 1.080, com meros 10Mb/s) e o vídeo onboard não engasgou. Pena que filmes que são realmente em “alta definição” (como os Blu-ray que normalmente ficam na faixa de 30 ~ 50Mb/s) requerem um ótimo sistema e, pelo que vi em alguns fóruns, os usuários já relataram que para isso o Hybrid não é muito bom, mesmo com o módulo Broadcom que auxilia nesta tarefa (incluso caso você opte pelo Combo com Blu-ray).

O leitor de cartões é uma mão na roda e tem fácil acesso além de suportar os mais comuns padrões como SD e MS. Dois cartões SD que eu tinha em mãos (Corsair 133x e 2GB e Sandisk Extreme III SDHC 4GB) foram identificados rapidamente e funcionaram sem problemas.

Tive o azar de contrair um Cavalo de Tróia durante minhas navegações pela internet. O McAfee, apesar de ter identificado e mandado para a quarentena o pentelho, não conseguiu impedir seus efeitos (tela azul sempre que reiniciava o sistema). Neste momento pensei: ótima hora para testar a mídia de recuperação. O bios já estava configurado para iniciar pelo drive óptico e a reinstalação do Windows demorou uns 40 minutos. Claro, depois da instalação, nada de programinhas, apenas o Windows peladinho. É preciso fazer uso das mídias de aplicativos e drivers que a Dell enviou (ou baixar as versões mais novas). Infelizmente, programas como o Google Desktop, Dell Dock, Adobe Flash, Java Runtime e McAfee não estão nestas mídias. Tudo bem, você pode fazer o download da maioria em seus respectivos sites, mas seria bom a Dell colocar pelo menos os links e indicar o software que vem pré-instalado no Studio Hybrid. O Dell Dock, por exemplo, tem até um website próprio com um tema “Verde” disponível.

O CD com os drivers não é dos mais inteligentes. Você tem que clicar no determinado driver, que será copiado para o seu disco rígido, descompactado e depois é que ele dará início à instalação. Isso deve ser feito com todos os que se aplicam a seu sistema. Não dava pra Dell criar uma instalação automatizada de todo o pacote de drivers e software que estão no CD?

Interessante e com boas opções é o programinha Dell Support, que contém informações sobre seu sistema, a etiqueta de serviço e links para download de drivers e suporte da Dell.

Clique para ampliar

O que mais pesa contra o Hybrid é o desempenho, visto que há literalmente um coquetel molotov neste pequeno computador na configuração que tinha em mãos: Windows Vista + disco rígido de 2,5″ e 5.400rpm (adicione aí também vários programinhas de inicialização que retardam o início do sistema). Até nos benchmarks o disco rígido teve um desempenho inferior no Windows Vista em relação ao Windows XP. Passando isso, o sistema é relativamente adequado para internet e email, música, alguns vídeos e por aí vai, mesmo com um usuário multitarefa básico.

Em termos de ruído, o Hybrid é silencioso (lembre-se, silencioso, e não livre de ruídos) se você faz o básico. Se partir para uma multitarefa ou uma tarefa um pouco mais exigente, a ventoinha entra com a (pelo que notei) terceira marcha e em um ambiente com baixíssimo ruído, você a notará (apesar dela não irritá-lo). Colocando o Hybrid para espremer laranja, a ventoinha entra na quarta e mais alta marcha e aí começa a ficar irritante o barulho. Claro, não é nada comparado a uma ventoinha Tornado (e seus 55dB em média), mas para quem comprou o Hybrid pensando em não notá-lo além da beleza e funcionalidade… ficará desapontado. Ainda bem que esses casos de quarta marcha são raros e pelo visto não é uma situação que a Dell acredite ser comum no usuário do Hybrid.

Interessante também nesta parte é que, para manter tudo no mais baixo nível de ruído, a Dell permite que o interior do Hybrid fique bastante quente, assim como os componentes. Mas como oferece até 4 anos de garantia (1 ano no plano básico, até mais 3 anos opcionais), acredito que pelo menos por este tempo o usuário estará a salvo.

Para ver até quanto o sistema permite ao processador chegar, utilizei o programa OCCT 2.0. Com uma temperatura ambiente de 24ºC, o processador atingiu um máximo de 80ºC (o RealTemp sempre apresentava uma diferença de +15ºC).

Clique para ampliar

Tive um pouco de trabalho para acostumar foi com o layout do teclado, que tem as teclas direcionais mais próximas das teclas Shift e Ctrl e o grupo HOME-DELETE-END-PAGE-INSERT diferente do padrão, afinal, mais da metade deste artigo eu estou escrevendo neste sisteminha.

As caixinhas de som são muito boas por sinal, e dependendo do áudio reproduzido, dá pra fazer um barulhinho sem muita distorção. O mouse também não decepcionou: funciona muito bem e tem ergonomia adequada.

Utilizei um wattímetro (Kill A Watt) para verificar o quanto o Studio Hybrid (ou melhor, o seu adaptador de energia) puxa da tomada. Deixando o sistema com teclado, mouse e caixa de som, sem fazer nada no Windows Vista, a média pairou em 25W. Já a toda carga, chegou a 65W. Uma pena foi ver o baixo valor do PF (Power Factor - Fator de Potência), que ficava na média de 0,55.

Se você quiser ver alguns benchmarks do Studio Hybrid, clique aqui (PDF).

 

Especificações Técnicas

Então, no final das contas, qual a configuração específica deste Hybrid? Aqui vai:

- Áudio integrado com codec Realtek ALC888;
- Temperatura de operação varia de 10 ~ 35ºC;
- Sistema operacional Microsoft Windows Vista Ultimate SP1 32bits;
- Interfaces USB 2.0 (cinco portas) e Firewire 400 (uma mini porta);
- Rede Ethernet Gigabit (PCI Express) com chip Realtek RTL8168/8111C;
- Chipset northbridge Intel GM965 e southbridge Intel ICH8M-E (ICH8M segundo o manual);
- Processador Intel Core 2 Duo T5850 (Meron - 2,16GHz - 65nm - Socket P - M0 - 667MHz - 2MB L2);
- Disco Rígido Western Digital Scorpio Blue WD2500BEVT (250GB - 5.400rpm - SATA 1,5Gb/s - 8MB - NCQ);
- Dois módulos de 1GB de memória DDR2 667MHz em Dual Channel, 5-5-5-15, Hyundai HYMP112S64CP6-Y5;
- Rede sem fio com suporte aos padrões 802.11b/g e Draft N através de módulo Dell 1505n, com chip Broadcom BCM43XNM;
- Placa de vídeo integrada com GPU Intel GMA X3100 @ 500MHz, 8MB de memória (até 384MB com DVMT 4.0), DirectX 9.0c, Shader 3.0, OpenGL 1.5 e suporte para a tecnologia Clear Video;
- Gravador de CD e DVD TSSTcorp, modelo TS-T633A (SATA - 2MB); Leitura de CD / DVD @ 24 / 8x - Gravação de CD-R / RW @ 24x - DVD+-R @ 8x - DVD+R / -R @ 8 / 6x - DVD-RAM @ 5x - DVD Dual Layer @ 6x.

Um aviso para quem quer fazer upgrade no processador: pelo que me foi informado pelo Suporte Técnico da Dell do Brasil, qualquer Core 2 Duo é suportado pelo Hybrid 140G, ou seja, você pode colocar até um modelo de altíssimo desempenho como o T9600 (2,8GHz - FSB 1.066MHz - 45nm - 6MB L2 - 35W), apesar do Gizmo discordar, visto que o chipset GM965 não suporta FSB além do 800MHz e a Dell dos EUA não oferece nenhum modelo com FSB de 1.066MHz. Nem pra Dell ter uma Lista de Processadores Suportados disponível no site, como fazem os fabricantes de placas mãe…

Vamos partir para a parte interna do Hybrid. Na base dele, há um parafuso que precisa ser removido para podermos retirar o acabamento de bamboo.

Clique para ampliar Clique para ampliar

Depois disso, há um parafuso na parte traseira (logo acima do furinho que dá suporte a uma trava Kensington), que irá permitir a retirada da tampa lateral, dando acesso ao interior. Ao retirarmos a tampa, o que vemos é pouca coisa em termos de hardware.

Clique para ampliar

Agora precisamos retirar um parafuso que está bem próximo ao buzzer e puxar a alça deste módulo. Voilá: três parafusos e você tem acesso ao interior do Studio Hybrid. Com certeza é ótimo ver um fabricante fazer um sistema fácil de abrir (e fechar).

Clique para ampliar

O módulo que você retirou tem um pequeno sistema para a iluminação do logo da Dell na lateral além de acomodar o disco rígido e o drive óptico. (que não suporta mídia de 8cm) Todos estes três componentes estão conectados à placa mãe através de uma pequena placa e sua interface. Bastante engenhosa essa solução.

Clique para ampliar Clique para ampliar

Olhando para o interior podemos ver as memórias (dois slots), logo ao lado está o módulo Dell 1505n, logo abaixo está o slot para o módulo Broadcom (BD) e à esquerda temos o dissipador que refrigera chipset e processador.

Clique para ampliar Clique para ampliar

A ventoinha de 5 x 2cm provê não só fluxo de ar para o dissipador, mas também funciona como exaustora do sistema (apesar de, até na mais alta velocidade, o fluxo de ar ser muito pouco). Olhando para o painel traseiro podemos ver que um pequeno módulo provê algumas das várias conexões do “espelho ATX”.

Clique para ampliar Clique para ampliar

Olhando para a parte do painel frontal, há vários cabos (todos muito bem organizados) e suas respectivas mini plaquinhas que provêem os leds e botões frontais. É notável a bela integração feita pela Dell no interior do Studio Hybrid. Com certeza o usuário que mexe com upgrade agradece.

Clique para ampliar

Acima é possível conferir o processador e chipset (com seus núcleos iguais a um espelho), visto que o dissipador foi removido. Abaixo está o dissipador já com as interfaces térmica de fábrica removidas.

Clique para ampliar    Clique para ampliar

 

Customizando

Fiz o teste para um pequeno e fácil upgrade: memória. Um kit Corsair de 4GB (2 x 2GB) e 800MHz. Já sabia que a memória iria funcionar apenas a Dual Channel 667MHz, afinal, é o máximo suportado pelo chipset Intel GM965. Uma parte ruim é ver que o bios é muito espartano, sem nem uma opção para configurar a memória (como as latências). Fora isso, as memórias funcionaram perfeitamente e passaram no teste de sistema, item valioso que já vem integrado no bios do Studio Hybrid.

Voltando ao bios, uma importante opção é habilitar e desabilitar o modo AHCI da controladora SATA, facilitando assim a instalação do Windows XP (sem ter que integrar o driver SATA). Outra opções envolvem ligar/desligar a iluminação do logo da Dell nas laterais, a rede integrada (e o Boot ROM), áudio integrado, a tecnologia Intel SpeedStep (do processador) e a controladora USB. O usuário pode alterar também os modos ACPI (S1 e S3), o Auto Power On, AC Recovery e o modo acústico do disco rígido (ByPass, Quiet e Performance), além de outras opções como a ordem de Boot.

Depois veio o upgrade que eu queria fazer: instalar o Windows XP (mantendo o software todo original, utilizando o downgrade do Windows Vista). Primeiro eu verifiquei se conseguiria todos os drivers necessários. Chipset (northbridge e southbridge) e o vídeo integrado da Intel são os mais fáceis: basta visitar o Download Center da própria Intel. Driver da rede e do áudio também foram fáceis pois a Realtek também os disponibiliza em seu website.

Os problemas começam quando encontramos, por exemplo, equipamentos “Dell”. Primeiro desafio foi encontrar o driver da placa de rede sem fio 1505n. Encontrei um notebook Dell que utilizava esta plaquinha e o Windows XP. Mesmo assim, para ter realmente certeza que o driver vai funcionar, só testando (eu testei e funcionou perfeitamente). Com outros programas da Dell como o Support Center, a sorte bateu à minha porta pois eram compatíveis com Windows Vista e XP.

Instalei o Windows XP para iniciar os testes com os drivers, mas ainda faltou o Dell0100 Proximity ACPI. O principal propósito deste driver (e seu aplicativo), pelo que vi depois de muita pesquisa e sorte (veja mais detalhes no próximo tópico), é que ele comanda o led frontal de ejeção da mídia do drive óptico. Sem ele, sem “botão de ejeção”. Apesar deste driver e seu aplicativo apenas serem compatíveis com o Windows Vista (informação dada na própria página da Dell), tentei instalar eles no Windows XP e deu certo.  Mas durou pouco. Algumas reinicializações e há um problema com o antivírus e alguns serviços do Windows. Resumindo: Hybrid Studio + Windows XP = No no no para botão de ejeção.

O terceiro upgrade que tentei foi o que eu mantive (além do Windows XP.) Troquei o disco rígido Scorpio Blue de 5.400rpm e 250GB por um Scorpio Black de 7.200rpm e 320GB. O ganho no desempenho é perceptível e muito bem vindo. Se o usuário quiser manter o Windows Vista em seu Hybrid, minha sugestão é que faça a troca do disco rígido o mais rápido possível.

Abaixo você pode ver duas fotinhas que eu gostaria de compartilhar, para mostrar com um pouco mais de detalhes as dimensões (L x A x P) do Studio Hybrid (7,15 x 22,4 x 21,15cm) frente a um Shuttle XPC SX38P2 Pro (22 x 21,8 x 33,9cm) e um gabinete Silverstone TJ10 (21 x 53 x 65cm).

Clique para ampliar    Clique para ampliar

Veja que com o aumento do tamanho do gabinete (e claro, o seu peso), maior é a capacidade de expansão, a liberdade na escolha das peças e claro, o desempenho máximo que pode ser alcançado.

 

Los Problemas

Primeiro foi o botão de ejetar a mídia do drive óptico. O led deste botão fica acesso sem mídia alguma no drive e normalmente fica apagada com mídia no drive. O mais irritante foi ver que, sempre que eu apertava o led (salvo algumas vezes quando eu estava no POST), o mesmo piscava umas quatro vezes e a mídia não saía. Pelo menos o Windows permite ejetar a mídia pelo Meu Computador.

Segundo foi um dia, quando tentei ligar o Hybrid, nada aconteceu. Apertei o botão de liga/desliga novamente e nada. Conferi as tomadas e as conexões. O adaptador de energia estava fornecendo energia normalmente. Apertei mais umas 4 vezes o botão de liga/desliga. Nada. Desisti então e fui mexer em minha máquina. Por volta de 20 segundos depois, o Hybrid ligou. Eu hein… Reportei essas duas situações para a Dell e a resposta foi:

“Pedimos que siga usando o equipamento normalmente e nos informe caso aconteça de novo. respondendo sua pergunta, não é defeito.”

Detalhe: a teceira pergunta que fiz ao suporte, nem ao menos foi respondida (perguntei onde encontro o software Dell Dock, que não vem nas mídias de instalação que acompanham o Hybrid e nem estava na página de downloads da Dell). Depois de uma pesquisa é que eu encontrei o site do Dock.

O Hybrid apresentou duas vezes o problema de não ligar na hora, já o do POST demorar uns 25 segundos para aparecer, foram quatro. Vou congratular essas falhas como as “incríveis maravilhas que a informática nos prega”. Mas a do led de ejeção da mídia, sinto muito, essa eu vou atrás.

Liguei para o suporte da Dell e tive a sorte de pegar um atendente sem a menor vontade de ajudar e cujas respostas nada me agradaram: “você tem que apertar o botão de ejetar e aguardar… as vezes tem que apertar duas vezes para a mídia sair…”. Tentei explicar para o atendente que não era botão e sim um painel sensível ao toque que existe no Studio Hybrid, mas pelo visto ele nem sabia o que era um Studio Hybrid. Pior foi quando ele desferiu a máxima: “senhor, o que você está me perguntando está no manual. Leia o manual primeiro.” Putz grila viu, pelo visto quando o suporte está numa sexta-feira, quase às 19hs (hora de fechar o expediente), o cliente é que se f%#@-$&.

Já de saco cheio, tentei sem esperança uma última mensagem para o suporte técnico via email da Dell. Pelo visto eu comecei a dar sorte. De primeira instância, me foi pedido para testar se o led de ejetar funcionaria dentro do bios (não funcionou). Depois me pediram para atualizar o bios e instalar o driver e o aplicativo Dell0100 Proximity ACPI (que me forneceram via link no email). Agora sim descobri que é esse pacotinho de driver e aplicativo que controlam o led de ejetar. Uma pena a Dell não conseguir fazer o led de ejeção funcionar puramente no hardware, precisando também do software. E onde tem este pacotinho certificado para o Windows XP? Vai esperando meu jovem…

Um problema irritante que apareceu foi quando eu ligava o Hybrid e quatro beeps eram soados durante o POST. Contactei o suporte da Dell e (boas novas para mim, novamente), uma informação sensata e direta pedindo para eu testar os módulos de memória. Depois de ver que não eram os módulos, um agendamento para a troca da placa mãe foi feito. Marcado a data, o responsável pela troca não compareceu em minha residência. Lá se foi outra semana na remarcação. Tudo bem, chegou o dia, a placa mãe foi trocada. Percebi que o bios não salvava minhas configurações e sempre carregava o boot da placa de rede. Mesmo com a atualização do bios de 1.0.2 para 1.0.9, ele continua não salvando minhas opções. Vou te falar viu, é dose… dose… Deixe-me esfriar a cabeça.

Desliguei o Hybrid da tomada. Depois de alguns minutos, liguei ele novamente e voilá, o bios salvou as configurações agora, mas minha alegria durou pouco: os beeps continuaram. Mandei um email para a Dell e no dia seguinte um técnico veio à minha residência. Infelizmente, em ambas as ocasiões eu não estava em casa (tenho que trabalhar né). Quando voltei para casa, os quatro beeps continuavam firme e forte.

Depois de mais de 40 minutos no telefone, consegui que uma atendente de suporte da Dell escalasse meu problema. Novamente um técnico veio e trocou a placa mãe e o adaptador de energia (pelo que vi). Mas não adiantou muito. Os beeps não foram embora (apesar do sistema sempre funcionar normalmente depois do POST).  Uma  pena a garantia da Dell oferecer suporte apenas “na casa do cliente”. Na minha situação,  uma opção para mandar o computador para o fabricante seria muito bem vinda.

Fiquei por duas semanas sem notícia da Dell. Resolvi enviar um email. Novamente um técnico veio (quarta vez já) e no final, o Studio Hybrid ainda continua com os beeps (desta vez, três) durante o POST.

Só para contabilizar, já se passaram mais ou menos 50 dias depois da Dell ter respondido meu primeiro email, onde relatei o problema e até esse dia (começo de Março) ele não foi resolvido. Decidi então  ligar para a Dell e pedir a troca do equipamento por um novo, como determina o CDC  em seu artigo 18. Depois de um bom tempo no telefone, a Dell se recusou a acatar a determinação disposta no CDC. Com os documentos, emails, notas de visitas e gravações telefônicas em mãos, pedi à Dell para registrar que eu não quero agendar mais visitas e que estaria entrando na Justiça (Juizado Especial de Relações de Consumo) para dar fim a esta ensebança que estou passando. Agora é esperar pouco mais de dois meses até o dia da audiência. Assim que eu tiver novas informações eu irei atualizar esta Blogada.

Apenas uma coisa interessante: ao trocar a placa mãe, os técnicos não trocaram as interfaces térmicas do processador (um elastômero) nem do chipset (um “babaloo”). Com isso, pelo menos a temperatura do processador subiu 4º (durante carga máxima) e a ventoinha entrou na máxima velocidade bem mais rápido que o normal. Como Gizmo é curioso, retirei as interfaces térmicas e testei uma pasta térmica Arctic Silver 5. O contato do dissipador com o processador e o chipset são perfeitos e o resultado foi bom: dois graus a menos em carga máxima (do que o teste que realizei quando recebi o Hybrid), a temperatura demora um pouco mais a chegar ao valor máximo e a ventoinha também demora mais tempo para atingir a máxima velocidade.

 

Conclusão

Qualidades? O Studio Hybrid 140G é pequeno, bonito, tem estilo e consumo de energia reduzido (frente a um desktop torre). É relativamente silencioso, claro, se você não exigir muito do sistema. Praticidade fica à mostra no frontal e suas duas portas USB, saída para fone de ouvido, leitor de cartões e o gravador de CD e DVD slot load. Para tarefas que demandam menor poder computacional, como edição de texto, navegar na internet, escutar música e ver um filme em DVD, o Hybrid manda bem (dependendo da sua configuração, é claro).

Para se sair melhor em tarefas mais pesadas, é preciso equipar o Hybrid com componentes possantes (como um disco rígido de 7.200rpm (prioritário na minha opinião), 3 ou 4GB de memória, processador Core 2 Duo como os T9000…), mas aí o preço dispara e o Hybrid se torna um produto desinteressante para a maioria.

O custo do Hybrid não é dos mais atraentes se tiver uma configuração de mediana a boa e os upgrades no site da Dell nem sempre são vantagem para o cliente (algumas são uma facada, literalmente). Uma sugestão para o usuário é comparar também preços de notebooks, pois podem estar em um patamar mais interessante que o Studio Hybrid 140G. Quem sabe optar por um sistema um pouco maior, mas com maior liberdade como os XPC da Shuttle? Claro, se o Hybrid te conquistou, não há escolha.

O acesso ao interior do Hybrid foi muito bem pensado, assim como a integração e organização dos componentes. A base que permite a instalação na horizontal e vertical é interessante, assim como outros pequenos (mas importantes) detalhes: logo Hybrid e o led de ejeção de mídia rotacionarem 90º, o anel iluminado no conector de energia e o programa integrado que faz um teste no sistema.

Clique para ampliar

Múltiplas conexões no painel traseiro são muito bem vindas e todas as presentes são valiosas, mas o número de portas USB poderia aumentar um pouco visto que as três presentes irão se comprometer com o teclado, mouse e caixa de som inclusos.

O que pesa contra o Hybrid em termos de hardware? O vídeo integrado é muito fraco, seja para acompanhar o Blu-ray opcional (mesmo com o módulo Broadcom) ou para desfrutar de vídeos em alta definição. Até o uso de recursos visuais mais avançados em alguns programas ou do próprio sistema operacional (Vista) ficam sob a corda bamba.

O Hybrid não é um lançamento e já passou da hora da Dell apresentar novas versões. Outra falha a ser corrigida é que, apesar de ter duas saídas de vídeo, não é possível utilizá-las simultaneamente. Mas pelo visto este não é o foco da Dell, assim como a Dell espera que uma pessoa não vá utilizar por médio ou longo período o Studio Hybrid com o máximo desempenho (devido ao projeto de refrigeração). Mais um ponto negativo está no sistema operacional: não há opção para Windows XP (nem ao menos os drivers estão disponíveis) e pelo visto o Vista de 64bits não virá tão cedo (se é que vai vir algum dia).

O pacote de software nas mídias de reinstalação deveria ser completo, afinal, para reinstalar o Windows Vista, o usuário irá dar falta de programas como o Dell Dock, suíte de segurança e Google Desktop, por exemplo (apesar de você poder fazer o download destes aplicativos em seus respectivos websites). Eu gostei do fato da Dell não cometer o erro de alguns outros fabricantes, que é enviar uma mídia de restauração customizada já com os drivers e programinhas integrados. Com uma mídia só do Windows Vista, o usuário pode instalar depois somente o que quiser e utilizar drivers atualizados (apesar de dar um pouco mais de trabalho).

Outras correções que a Dell precisa fazer, de caráter de urgência a meu ver, são no sistema de compras pelo site (veja o tópico de Compras) e suas políticas de venda. Uma novidade que percebi é que agora a Dell do Brasil oferece os dois acabamentos em couro que a Dell dos EUA oferecia e o preço do upgrade de memória caiu consideravelmente dos R$1.400 para a faixa dos R$300 quando se escolhe 4GB ao invés do padrão de 2GB.

Com certeza pesa a favor da Dell o nome que tem na mídia, mas demorar quase um mês para entregar um produto é inacreditável e uma falha grave a meu ver, inclusive não informando prontamente o consumidor dos atrasos. Tive problemas relativamente pequenos com o Hybrid (botão de ejeção foi o mais irritante, depois foram os beeps) e pude conferir que o suporte da Dell, na metade das vezes, seja e-mail ou telefone, além de não responder todas as perguntas do usuário, respondeu-as mal e tentou esquivar da responsabilidade. Para conseguir uma resposta condizente com sua pergunta e que solucione o problema, foi uma batalha no meu caso. Com certeza, este tipo de (dis)serviço passa longe do nome que a empresa tem e me demonstrou que tamanho não é documento.

Se o Studio Hybrid ganhasse uma nova versão (baseado nas sugestões abaixo), tivesse o preço reduzido e o suporte ao cliente melhorasse, com certeza seria uma boa opção.

 

Sugestão para a Dell

Tudo bem, Gizmo pode ganhar de 100 a 1000 vezes menos por mês do que o pessoal da Dell (pelo menos dos EUA) que desenvolveu e vende o Studio Hybrid, mas, o que custa escutar o Gizmo? Aqui vão as sugestões para o produto em si:

Criar a versão 150X (prioritária), que terá:

- Porta e-SATA no painel traseiro;
- Pelo menos mais uma
 porta USB no painel traseiro;
- Opção de upgrade para um um adaptador bluetooth v2.0 + EDR interno;
- Opção de upgrade para disco rígido de 250 / 320GB de 7.200rpm e 5.400rpm de 400 / 500GB;
- Disponibilizar para download os drivers dos componentes caso o usuário deseje utilizar o Windows XP;
- Oferecer como opcional um controle remoto que tenha o receptor já integrado no painel frontal do Hybrid (ótimo para ter o Studio Hybrid como um HTPC);
- Como padrão, tirar o chipset Intel com vídeo integrado GMA X3100 e utilizar o chipset Intel GM45 com vídeo integrado GMA4500 ou NVIDIA com vídeo integrado GeForce 9400M (que irão oferecer melhor desempenho gráfico (inclusive para os filmes em Blu-ray), suporte para os processadores Core 2 Duo com FSB de 1.066MHz e DDR2 de 800MHz.

Criar a versão 260EX (interessante) que, teria o que a 150X oferece e mais:

- Suportar não um, mas dois discos rígidos de 2,5″;
- Opção de chipset Intel PM45 ao invés do NVIDIA;
- Conexão no painel traseiro para antena(s) externa da placa de rede sem fio (maior alcance);
- Essa versão teria um chassi mais largo para conseguir acomodar o slot PCI Express 16x v2.0 mobile, para uma placa de vídeo MXM ou similar, que ofereça no mínimo uma saída HDMI (v1.3) e uma DVI (Dual Link). (Neste caso, a Dell pode começar a comercializar essas placas (e seu sistema de refrigeração, se necessário) para futuros upgrades). A placa de vídeo (MXM ou similar) deve atender o entusiasta, ou seja, oferecer opções com a série GTX 200 ou Mobility HD 4800 (se fosse nos dias atuais).
- Com o chassi mais largo, o sistema de refrigeração poderá ter uma ventoinha maior (que seria capaz de prover bom fluxo de ar) e com o espaço a mais no painel traseiro, a inclusão de mais duas portas USB e uma Firewire de 6 pinos será muito bem vinda.

[Blog] Valve Steam

Friday, November 21st, 2008

Ser um Gamemaníaco neste país não é fácil. Em primeiro lugar, boa parte dos Games de maior destaque (e claro, desejo dos gamemaníacos) e com ótimo visual requer um bom computador (alguns requerem um ótimo). Mesmo olhando pelo lado de componentes como processadores e placas de vídeo, que tiveram grandes avanços no quesito desempenho e na redução de preço, o furo no bolso do brasileiro ainda é alto se compararmos com o furo similar em um europeu ou americano. Pra piorar, temos a disparada do dólar neste tempo de crise.

Em segundo lugar está o preço dos Games. As vezes o preço pode ser razoável “lá fora”, mas aqui a situação piora por três motivos óbvios: renda média do público consumidor, tributação excessiva (não só sobre o game) e relação R$/$. Se você não quer pagar o preço que empresas no Brasil pedem pelos Games, o que fazer então?

Talvez o item que mais influa sobre o preço de games no cenário mundial seja a pirataria (e também é claro, a violação dos direitos autorais com as cópias ilegais). Você já imaginou o preço de um game de sucesso se o nível de cópias ilegais fosse reduzido ao mínimo? A redução seria drástica em alguns casos.

Bom, Gizmo estava com este dilema (encontrar games a um preço mais convidativo) e partiu para uma solução “parcial”: a plataforma Steam da Valve. A página principal do Steam pode ser visitada através deste link, que corretamente recebeu a denominação store (loja) no endereço.

Mas o que é Steam, perguntam-me os mais leigos. Steam hoje é uma plataforma (compatível com Windows XP e Vista) que oferece aos usuários (tour em inglês):

Valve Steam

1º - Acesso instantâneo a diversos Games
Todos os Games que estão na biblioteca do Steam podem ser adquiridos por você, de modo fácil e rápido (com alguns cliques do mouse). Você compra um Game e faz o download dele na hora. Acabou de baixar, já começa a jogar.

Gizmo: com certeza, é muito fácil ter acesso aos Games do Steam. Depois de escolher um, basta escolher o modo de pagamento (cartão de crédito ou débito como Visa, Mastercard, Discover, American Express e JCB, Paypal, ClickandBuy e Visa Electron), preencher seus dados e já iniciar o download. Tudo isso em questão de minutos (pelo menos é minha experiência).

Claro, ter uma real banda larga vai reduzir e muito o tempo que você leva para baixar um Game. Por exemplo: Gizmo comprou o Crysis Warhead, que pesa pouco mais de 11GB (Crysis Warhead + Crysis Wars) e lá se foram 24 horas de um sábado para baixar um e 24 horas do domingo para o outro (conexão de 1Mb de download). Bom ver que os servidores da Valve mandam bala nos downloads.

Nada mal, afinal, comprar pela internet demora muito mais não? E com certeza o frete é  mais caro do que o custo envolvido em fazer o download do produto.

 

2º - Participe da Comunidade Steam e Interaja com seus Amigos
Agora é fácil encontrar alguém com quem jogar, encontrar os amigos, conectar-se com grupos que têm interesses similares aos seus, criar ou participar de chats, disputas e torneios. Você pode ver quando os seus amigos estão online e participar do mesmo servidor que eles estão participando. O melhor é que tudo é de graça.

Gizmo: é fácil adicionar amigos à sua lista, conversar mesmo durante os jogos e o melhor, ter acesso rápido aos servidores dos jogos “Steam” para travar batalhas com outras pessoas. Ainda não tive a oportunidade de ir à fundo em tudo que a Comunidade oferece, mas de “graça” (como é dito) não é, afinal, o preço sempre está embutido no valor final dos jogos vendidos.

 

3º - Pesquise facilmente múltiplos servidores
O browser de servidor integrado ao Steam torna fácil a visualização e navegação nos milhares de servidores de Games.

Gizmo: o browser que pesquisa os servidores de games não poderia ser mais simples de utilizar e direto ao ponto, oferece bons critérios de pesquisa e permite conectar de um jogo a outro com uma facilidade e rapidez tremenda.

 

4º - Receba updates automaticamente
Ficar caçando patches e até baixando eles de sites ou fontes que você não confia? No Steam, seus games sempre estão atualizados automaticamente. Sem problemas.

Gizmo: uma regalia da plataforma Steam. Um patch foi disponibilizado para o game que você tem? Você recebe a notificação e no máximo vai ter que clicar em um botão para fazer o download correto (que o Steam seleciona automaticamente) e a instalação. Melhor do que isso só se o game não precisase de patches.

Além disso, outra vantagem desse sistema de updates do Steam é que não é necessário esperar a correção de diversos problemas para um determinado game. Como o download dos updates (pelo menos o padrão) é automático logo na inicialização do game, é possível ir disponibilizando as correções em pequenos pacotes e assim sempre manter o game do usuário o mais atualizado possível (e assim, menos sujeito a problemas).

 

5º - Jogue seus Games em qualquer Computador
Assim que você tiver uma conta no Steam, você pode fazer o login a partir de qualquer computador para acessar seus games. Lembre-se: seus Games são associados a sua conta, e não a seu computador.

Gizmo: mesmo tendo o trabalho de fazer novamente o download do game, tenho que concordar: é fácil e gratificante poder aproveitar os seus games onde você estiver (e claro, se o computador suportá-los).

 

6º - Aproveite as Ofetas Especiais do Steam
Desde descontos de pré-venda a fins de semana gratuitos, o melhor custo benefício está na plataforma Steam.

Gizmo: as pré-vendas são muito interessantes. Alguns games você pode baixar antes mesmo de serem lançados (apesar de ficarem travados). Na hora do lançamento, seu game já está ali, prontinho (Em alguns casos como o game Left 4 Dead, um Demo foi disponibilizado antecipadamente e exclusivamente para quem tinha comprado a pré-venda).

É muito melhor se compararmos com o tempo que demora para um Lançamento Mundial ou a própria pré-venda virar realidade no Brasil, afinal, se você der sorte, muita sorte, no mínimo vai ter o tempo para a transportadora ou os Correios entregarem seu produto.

Um dos maiores atrativos no início de meu convívio com o Steam foi o custo / benefício. Com o dólar variando na casa dos R$1,70, era difícil ver alguma empresa (como Submarino, Saraiva, Brasoftware…) chegar ao mesmo valor do cobrado pelo Steam, e no final, se o preço era o mesmo ou até pouco maior, as vantagens da plataforma Steam venciam o quesito benefício.

Então, no final das contas, valeu a pena partir para o Steam? Acredito que sim, e até agora não mudei de idéia. Preço foi o atrativo principal, mas com o dólar no céu atualmente, os benefícios da plataforma é que pesam mais hoje (como o acesso “rápido” ao jogo e os lançamentos).

Uma pena é que algumas promoções são limitadas geograficamente, como a pré-venda de Far Cry 2 que estava disponível apenas para os EUA, México e Canadá.

Clique para ampliar

Depois de vários dias é que foi liberada a distribuição em outros continentes como a Europa e a América Latina ficou na lanterna.

Em contrapartida, os pacotes de promoção são matadores. O game Left 4 Dead, por exemplo, custa $49,99. O pacote com 4 cópias custa $149,99, ou seja, você pode juntar com mais três amigos para aproveitar o desconto.

Clique para ampliar

Outro pacote matador que inclui o Left 4 Dead e custa $99,99 vem com a enchurrada a seguir: Counter-Strike, Team Fortress Classic, Day of Defeat, Deathmatch Classic, Half-Life: Opposing Force, Ricochet, Half-Life, Counter-Strike: Condition Zero, Half-Life: Blue Shift, Half-Life 2, Counter-Strike: Source, Half-Life: Source, Day of Defeat: Source, Half-Life 2: Deathmatch, Half-Life 2: Lost Coast, Half-Life Deathmatch: Source, Half-Life 2: Episode One, Portal, Half-Life 2: Episode Two, Team Fortress 2 e Peggle Extreme.

Mais? Uma das promoções que está rolando do Orange Box que sai por $29,99 e inclui games como Half Life 2 (e também os Episódios 1 e 2 e Lost Coast), Peggle Extreme, Portal e Team Fortess 2.

Clique para ampliar

Os outros benefícios da plataforma Steam você pode questionar, afinal, eles estão disponíveis para quem comprar algum game da Valve (Half Life e companhia, por exemplo) aqui no Brasil, em uma loja.

Alguns irão questionar que com o Steam você não tem a mídia do game, mas por mim esta é uma das vantagens. Prefiro ter tudo em um disco rígido, sem precisar ficar gerenciando mídias e caixas de produtos. E se o disco rígido ”falhar”? Bom, eu utilizo um segundo disco rígido para backup (o Steam dá opções de backup para cada game, inclusive em mídias como CD e DVD), mas caso você não tenha backup, como seu game é associado à sua conta, é só você comprar um disco rígido novo (neste caso), instalar o sistema, o Steam, fazer o login com sua conta e baixar o game novamente, ou seja, é menos problemático do que a mídia em CD ou DVD dos games (ou você acha que conseguir uma segunda mídia com o fabricante é fácil?).

É bom lembrar também que, depois de comprar um game pelo Steam, você pode jogar este game a vontade sem ter que pagar nenhuma taxa ou mensalidade à Valve.

Ter os jogos centralizados no Steam é outra vantagem, assim como o acesso aos multiplayers. Praticidade conta muito hoje, pelo menos pra mim.

No início eu disse que o Steam é uma solução “parcial”, isso porque nem metade de todos os games hoje disponível no mercado estão no Steam (infelizmente), mas aos poucos os lançamentos de outros fabricantes (ou seja, que não sejam da própria Valve) estão aparecendo na plataforma Steam. E claro, para adquirí-los, o melhor (e que oferece rapidez) é utilizar o cartão de crédito (se ele for International).

Alguns requisitos para ter “maior prazer” ao utilizar o Steam podem ser necessários, como ter uma conexão de banda larga com a internet para pelo menos baixar o game em pouco tempo. Sinto muito, mas em alguns lugares nem os 1Mb que tenho é considerado banda larga, mas no Brasil, a coisa é tão solta ao vento que se você não tiver pagando impulsos telefônicos já é considerado banda larga. Por outro lado, jogar online já é menos problemático em termos de banda disponível.

No final das contas, acredito que o Steam é o tipo de plataforma que deveria estar sendo padronizada hoje em dia, ou seja, com mais fabricantes entrando na empreitada (até mesmo com sistemas próprios, se necessário) e mais conteúdo à bordo. Posso estar errado no futuro, mas hoje eu penso que não ter distribuição “online” como o Steam é uma falha grave se você é um fornecedor.

Valve Steam Program